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Pesquisa Fiesp: crime tira dinheiro das famílias e reduz investimentos

A criminalidade e a sensação de insegurança ultrapassam as estatísticas de violência e impactam diretamente a economia brasileira. Essa é a principal conclusão de um pacote inédito de três pesquisas conduzidas e encomendadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que serão apresentadas nesta segunda-feira, 31, durante o Congresso Fiesp de Segurança Pública. Os levantamen

A criminalidade e a sensação de insegurança ultrapassam as estatísticas de violência e impactam diretamente a economia brasileira. Essa é a principal conclusão de um pacote inédito de três pesquisas conduzidas e encomendadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que serão apresentadas nesta segunda-feira, 31, durante o Congresso Fiesp de Segurança Pública.

Os levantamentos reforçam a premissa de que "segurança não é custo, é condição para a prosperidade". Para mapear o impacto do crime, o estudo ouviu três grupos: cidadãos, representantes da indústria de transformação paulista e a população carcerária da Região Metropolitana de São Paulo.

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“Enfrentar o crime de forma decisiva é um desejo da sociedade, com reflexos na preservação de empregos, na atração de investimentos e no próprio futuro do desenvolvimento econômico do Brasil”, disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

O evento, que ocorrer na sede da federação, irá reunir autoridades públicas, especialistas e lideranças empresariais. Eles debaterão soluções estratégicas contra o avanço do crime organizado e seus reflexos no desenvolvimento do país.

O impacto na renda e na rotina das famílias

A pesquisa Percepção Nacional de Segurança Pública, que ouviu mais de 2,4 mil pessoas em 658 municípios distribuídos pelas 27 unidades da federação, revela como a insegurança drena recursos financeiros dos lares brasileiros e afeta a mobilidade e as decisões de trabalho.

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Indústria sob pressão de gastos privados e golpes digitais

Levantamento quantitativo com 285 empresas da indústria de transformação do estado de São Paulo (microempresas: 3,2%, pequenas: 67,0%, médias: 25,3% e grandes: 4,6%) evidencia o custo invisível imposto ao setor produtivo e seus reflexos na competitividade.

Oportunidades perdidas

Elaborada pelo economista e pesquisador Pery Francisco Assis Shikida, a pesquisa ouviu presencialmente cerca de 400 pessoas privadas de liberdade em unidades prisionais do Estado de São Paulo. O estudo com a população carcerária expõe fatores determinantes para a entrada e permanência na criminalidade.

Os dados revelam uma diferença entre a percepção da violência na cidade e no entorno mais próximo dos entrevistados: 57,6% avaliam a violência no município como alta ou muito alta, enquanto 40,1% consideram a violência em seu próprio bairro baixa ou muito baixa.

Leia mais: "O liberalismo econômico", artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 337 da Revista Oeste

A maioria dos entrevistados, 62,5%, entende que o sistema penal deve priorizar a reinserção social e a mudança de comportamentos, enquanto 20,9% defendem que sua principal função deve ser punir e dissuadir a prática de crimes. Apesar disso, 70,4% avaliam que o sistema prisional não cumpre plenamente essas funções.

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