PF investiga venda ilegal de remédios para emagrecer no Rio
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) a Operação Perigosa Caneta para apurar um esquema de importação e comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 9, a Operação Perigosa Caneta para investigar um suposto esquema de importação e comercialização irregular de medicamentos para emagrecimento sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A ação foi realizada em Volta Redonda, no sul do Estado do Rio de Janeiro, onde os agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de São João de Meriti.
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As ordens judiciais foram executadas em três endereços da cidade, sendo dois no bairro Três Poços e um no Santo Agostinho. Durante as diligências, os policiais federais buscaram documentos, equipamentos e outros elementos que possam reforçar as investigações e esclarecer o envolvimento dos suspeitos.
Segundo a PF, a apuração teve início com o recebimento de uma denúncia anônima que indicava que um dos investigados estaria comercializando medicamentos para emagrecimento sem autorização da Anvisa. A corporação informou que os produtos também teriam sido importados de forma irregular.
De acordo com a PF, os medicamentos investigados não possuem registro na agência reguladora, requisito obrigatório para que possam ser comercializados legalmente no Brasil. Conforme a corporação, os alvos da operação poderão responder pelos crimes de contrabando e comercialização de medicamentos sem registro na Anvisa.
Mercado informal de canetas emagrecedoras cresce no Brasil
A operação ocorre em um cenário de crescimento da demanda por medicamentos para emagrecimento e de avanço do mercado clandestino desses produtos no país.
Levantamento da Scanntech mostra que o consumo de canetas emagrecedoras aumentou 239% no primeiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O estudo estima que mais da metade das doses em circulação no Brasil possa ter origem em canais informais de comercialização.
A estimativa foi elaborada com base na evolução das vendas de seringas utilizadas para aplicação de insulina, que cresceram acima do esperado apenas pelo aumento do consumo de medicamentos destinados ao tratamento do diabetes.
Enquanto o mercado formal registrou crescimento de 125% no faturamento e de 63% no volume comercializado no período, o levantamento aponta que uma parcela significativa dos produtos consumidos é adquirida fora da cadeia regular de distribuição, sem controle sanitário.
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