PL aposta em Marinho para fortalecer campanha de Flávio em Estados menores
A estratégia eleitoral do Partido Liberal (PL) para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro envolve o senador Rogério Marinho (PL-RN) como figura central na articulação política e na busca por recursos, enquanto Flávio e o vice Alfredo Gaspar (PL) se dedicam a compromissos diretamente ligados ao eleitorado. + Entenda o que é Política em Oeste Com o objetivo de reforçar alianças e captar
A estratégia eleitoral do Partido Liberal (PL) para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro envolve o senador Rogério Marinho (PL-RN) como figura central na articulação política e na busca por recursos, enquanto Flávio e o vice Alfredo Gaspar (PL) se dedicam a compromissos diretamente ligados ao eleitorado.
+ Entenda o que é Política em Oeste
Com o objetivo de reforçar alianças e captar doações, Marinho intensifica viagens a diversos Estados, especialmente diante da preocupação no partido quanto à divisão do fundo eleitoral entre muitos candidatos e ao alto custo da disputa presidencial. Essa apreensão é maior entre os concorrentes ao Legislativo, que temem não receber recursos suficientes para suas campanhas.
PL tem foco na arrecadação e alianças regionais
A direção do PL avalia que a arrecadação própria se torna ainda mais importante neste pleito, já que a legenda também disputa cadeiras no Senado, Câmara dos Deputados e Assembleias Legislativas. Por isso, Marinho prioriza encontros com empresários e potenciais financiadores regionais para fortalecer a campanha.
Desde a pré-campanha, Flávio delegou a Marinho as negociações políticas, especialmente a interlocução com lideranças estaduais e a montagem de alianças locais. Marinho também coordenou a escolha dos candidatos apoiados pelo PL ao Senado, em busca de nomes viáveis e alinhados ao projeto do presidenciável.
A atuação do senador já enfrentou críticas internas, mas ele segue com espaço garantido no núcleo da campanha presidencial, respaldado pela confiança de Jair Bolsonaro e pelo aval do ex-presidente para assumir a coordenação. Essa proximidade confere a Marinho influência nas decisões e relevância no comando da campanha.
Além de coordenar, Marinho mantém contato constante com lideranças estaduais ligadas à família Bolsonaro, de modo a tornar-se elo entre a equipe de Flávio, Jair Bolsonaro e aliados que concorrem em disputas locais. Essa divisão de tarefas permite que o coordenador visite Estados que, no primeiro turno, podem não contar com a presença do presidenciável.
Viagens estratégicas de Marinho
Na segunda-feira 24, Marinho esteve em Campo Grande, onde se reuniu com o governador Eduardo Riedel (PP), candidato à reeleição, a senadora Tereza Cristina (PP) e o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL), que pleiteia vaga no Senado, além de representantes do setor produtivo.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, pode não visitar Mato Grosso do Sul antes do primeiro turno, já que a prioridade é concentrar esforços nos maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
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“Vamos avaliar a necessidade da vinda do Flávio ou no primeiro ou no segundo turno porque essa campanha vai se decidir principalmente nos maiores colégios eleitorais do Brasil”, afirmou Marinho.
A agenda do senador seguirá com viagens individuais a outros Estados, conforme as demandas da campanha. Segundo integrantes liberais, ele foca em articulações políticas e captação de doações, enquanto Flávio e Gaspar concentram-se nas agendas eleitorais tradicionais.
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