Protestos levam Zelensky a demitir comandante das Forças Armadas da Ucrânia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu nesta terça-feira, 21, o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Sirskii, depois de quase uma semana de protestos contra mudanças no comando militar do país. A decisão encerra uma crise que mobilizou militares, veteranos e manifestantes em diferentes cidades ucranianas. Os protestos começaram depois que Zelensky demitiu o ministro da Defesa
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu nesta terça-feira, 21, o comandante das Forças Armadas, Oleksandr Sirskii, depois de quase uma semana de protestos contra mudanças no comando militar do país. A decisão encerra uma crise que mobilizou militares, veteranos e manifestantes em diferentes cidades ucranianas.
Os protestos começaram depois que Zelensky demitiu o ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov, em 15 de julho. Considerado um dos integrantes mais populares do governo, Fedorov liderou projetos de modernização das Forças Armadas e ampliou o uso de drones na guerra contra a Rússia.
Manifestantes acusaram Sirskii de pressionar pela saída do ministro em razão de divergências sobre a condução do conflito. O comandante negou as acusações, mas passou a concentrar as críticas.
Estratégia militar gerou desgaste
Sirskii assumiu o comando das Forças Armadas em fevereiro de 2024, no lugar do general Valerii Zaluzhnyi. Desde então, enfrentou críticas pela estratégia adotada no campo de batalha.
Militares afirmam que o comandante priorizou ofensivas terrestres e operações de infantaria, mesmo diante da superioridade numérica das tropas russas. Os críticos defendem um modelo de guerra baseado em drones, sistemas autônomos e ataques de precisão para reduzir as baixas entre os soldados ucranianos.
O desgaste aumentou nos últimos meses, à medida que a Rússia intensificou a ofensiva em diferentes regiões do país.
Zelensky tenta conter crise
Depois de seis dias de manifestações, Zelensky decidiu substituir Sirskii. O presidente nomeou o general Mykhailo Drapatyi para comandar as Forças Armadas.
Drapatyi ganhou projeção durante a guerra ao liderar operações no leste da Ucrânia. Ele é visto por integrantes do governo e das Forças Armadas como um comandante mais alinhado à modernização do Exército e ao uso intensivo de novas tecnologias no combate.
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A troca ocorre em um momento delicado para Kiev. Além da pressão militar russa, Zelensky enfrenta desgaste político interno e tenta preservar o apoio da população em meio à guerra, que já dura mais de quatro anos.
Segundo a imprensa ucraniana, a substituição busca reduzir a tensão dentro das Forças Armadas e reorganizar a estratégia militar diante da ofensiva russa.
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