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Sugar reinventa o filme noir

O gênero noir, consagrado na década de 1940, é reimaginado pela série 'Sugar', que segue um detetive solitário investigando casos complexos em meio a violência e mulheres sedutoras.

O gênero cinematográfico noir apresenta características muito conhecidas, sobretudo desde a década de 1940: um detetive misterioso e solitário investigando casos sórdidos e complexos, violência e mulheres sedutoras.

A série Sugar (Apple TV) pega essa fórmula e dá uma remexida. John Sugar (Colin Farrell, surpreendentemente contido e humilde) é um detetive de Los Angeles especializado em procurar pessoas desaparecidas. Ele dirige um carrão, um Corvette azul, e veste ternos caros. Fora isso, seus hábitos são modestos. Tem um fraco por animais e se dá melhor com cães e gatos do que com seres humanos.

Na primeira temporada, Sugar é chamado para encontrar Olivia (Sydney Chandler), filha de um medíocre e corrupto magnata do cinema. Como numa autêntica ficção noir, há um clima de melancolia e cinismo no ar de Los Angeles. E as coisas são sempre mais complicadas do que parecem à primeira vista. Mas o toque definitivo de originalidade da série surge no último episódio. Qualquer dica aqui seria um spoiler imperdoável.

Metade dos episódios da primeira temporada foi dirigida pelo brasileiro Fernando Meirelles; a outra metade, por Adam Arkin. A segunda temporada já está no ar.

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