Três suspeitos morrem em perseguição policial na Zona Norte do Rio
Na madrugada de 21 de julho, três suspeitos morreram e um foi preso após uma perseguição da Polícia Militar na Zona Norte do Rio de Janeiro. O grupo estava em um GM Tracker roubado que colidiu com um poste na Avenida Vicente de Carvalho durante a fuga.
Três suspeitos morreram e um foi preso depois de uma perseguição da Polícia Militar na madrugada de 21 de julho, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O grupo estava em um GM Tracker roubado, que bateu em um poste na Avenida Vicente de Carvalho durante a fuga.
Policiais militares do 16º Batalhão da Polícia Militar (Cordovil) identificaram o veículo roubado na Avenida Brás de Pina, às 3h20, e deram ordem de parada. O motorista, porém, acelerou. A PM iniciou a perseguição e efetuou ao menos 50 disparos de fuzil.
No carro, os policiais encontraram quatro homens armados. Morreram Caio Cesar da Silva Sant’Anna (Caio do Quitungo), Liandson da Silva Baraúna (Lomão) e Jonathan da Silva Vilela (Jota).
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O sobrevivente, Rychardy Victor Azevedo dos Santos (Mato Velho), de 19 anos, tinha mandado de prisão em aberto pela operação realizada na Penha e no Alemão, em outubro do ano passado. Os policiais apreenderam uma pistola 9 mm com ele. A Justiça manteve a prisão em audiência de custódia.
Disputa entre facções amplia confrontos no Rio
Segundo a investigação, o grupo saiu do Morro da Fé, no Complexo da Penha, em um "bonde" com destino ao Quitungo, em Brás de Pina. As duas comunidades são controladas pelo Comando Vermelho (CV). Em dez dias, confrontos na região deixaram ao menos oito mortos.
A disputa entre CV e TCP tem provocado confrontos em Cordovil, Brás de Pina e Vigário Geral. Neste domingo, 26, criminosos do CV tentaram invadir Cidade Alta e Cinco Bocas, no Complexo de Israel, controladas pelo TCP. As polícias Civil, Militar e Rodoviária Federal reforçaram o patrulhamento na região.
O CV controla as comunidades da Tinta e do Dourado desde a pandemia, mas o TCP tenta avançar sobre o território. Edgar Alves de Andrade (Doca ou Urso), suspeito de ser o chefe do Complexo da Penha, retirou Adilson Gomes da Hora Júnior (Nico) do comando das duas comunidades e nomeou Bruno da Silva Souza (Tiriça) para assumir as operações.
Um áudio divulgado nas redes sociais anuncia a mudança no comando da facção. “Quem está falando aqui é o Tiriça", começa ele no áudio. "É só para orientar os moradores mesmo. Não tem essa de alemão, não; de paz, não, entendeu? A visão que vocês tiverem sobre onde tem TCP é para me avisar. Pode me chamar no privado. A gestão mudou. Agora, quem responde pela firma é o Tiriça, o Doca."
Segundo a investigação, Álvaro Malaquias Santa Rosa (Peixão), o líder do TCP no Complexo de Israel, busca expandir o domínio da facção sobre as comunidades da Tinta, do Dourado e do Quitungo. A proximidade dessas áreas com Cidade Alta e Cinco Bocas favorece a expansão territorial.
Violência se espalha por outras comunidades
No dia 13, Peixão promoveu uma festa para marcar 19 anos da ocupação do Complexo de Israel. No domingo seguinte, o CV atacou as comunidades Cidade Alta e Cinco Bocas.
Os confrontos entre CV e TCP também atingiram outras áreas da Zona Norte do Rio. Nos dias 18 e 19 de julho, invasões do TCP ao Morro do Juramento deixaram quatro mortos, entre eles o lutador de kickboxing Maiky Brian dos Santos Silva, de 16 anos.
Já no dia 20, garis da Comlurb ficaram no meio de um tiroteio no Complexo do Chapadão, em Costa Barros. Na Tijuca, um comerciante de 80 anos morreu atingido por bala perdida na comunidade Chácara do Céu durante uma tentativa de invasão do CV.
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