Zema quer acabar com as bets, caso seja eleito
Durante um encontro realizado na praça da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, em São Paulo, nesta terça-feira, 18, Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência, declarou que sua primeira medida, caso eleito, será extinguir as plataformas de apostas conhecidas como bets. + Entenda o que é Política em Oeste No evento, Zema ouviu relatos de pessoas afetadas pelo vício
Durante um encontro realizado na praça da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no Jardim Paulistano, em São Paulo, nesta terça-feira, 18, Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência, declarou que sua primeira medida, caso eleito, será extinguir as plataformas de apostas conhecidas como bets.
+ Entenda o que é Política em Oeste
No evento, Zema ouviu relatos de pessoas afetadas pelo vício em jogos e de parentes de vítimas. Segundo ele, famílias perderam renda e passaram por dificuldades emocionais. Um dos casos citados envolveu uma mulher que, de acordo com participantes, deixou de comprar alimentos para os filhos por causa da dependência do jogo.
Primeiras propostas e justificativas de Zema
“Depois de escutar aqui esses relatos, eu já decidi que o 1º ato meu como presidente vai ser acabar com as bets", declarou. "É uma praga, é um câncer que nós temos hoje dentro do Brasil. Continuar tolerando isso é estar assistindo ao enriquecimento de poucos, que estão ganhando milhões, manipulando a cabeça das pessoas.”
Indagado sobre o método para implementar a proibição, o candidato disse que pretende utilizar um decreto presidencial. Ao tratar do impacto sobre as empresas do setor, Zema comparou as apostas a “veneno” e destacou que o foco inicial será interromper a atividade antes de debater a situação das companhias.
Dados e impacto social das apostas
O postulante do Novo relacionou o vício ao aumento do endividamento das famílias brasileiras. Ele destacou que as plataformas incentivam pessoas já endividadas a apostar com a expectativa de recuperar perdas. Em 2025, brasileiros perderam R$ 62,5 bilhões em apostas esportivas, de acordo com o Comsefaz, e o volume de transferências via Pix no setor chegou a R$ 350,97 bilhões naquele ano.
Dados do Datafolha, divulgados em agosto, demonstraram que 48% dos brasileiros que participaram de apostas durante a Copa do Mundo de 2026 perderam dinheiro, enquanto 15% ficaram no zero a zero e 37% disseram ter obtido lucro.
Debate eleitoral e fiscalização do setor
Zema ainda defendeu propostas para combater o endividamento, como aumento da renda, redução dos juros e reformas estruturais. Ele prometeu estabelecer a taxa básica de juros em até 6%, além de sugerir mudanças na administração pública, na Previdência, revisão de programas sociais e privatizações.
A discussão sobre as bets ganhou destaque na corrida eleitoral. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já se posicionou pelo fim das apostas on-line, ao afirmar que a “desgraça do jogo é a desgraça da mentira”. Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta se reeleger ao governo de São Paulo, classificou as bets como questão de saúde pública e declarou: “Ou o Brasil acaba com as bets, ou as bets acabam com o Brasil”.
O setor de apostas enfrenta maior fiscalização. O Ministério da Fazenda suspendeu, em agosto, seis empresas responsáveis por 14 marcas por causa do descumprimento de regras regulatórias. No Rio de Janeiro, o Ministério Público apura um esquema ilegal de apostas que teria movimentado mais de R$ 1,4 bilhão entre 2022 e 2026.
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Durante o evento, Zema também afirmou que pretende reduzir o número de ministérios para 22 ou 23, caso vença as eleições. Entre as medidas, mencionou a fusão de áreas como Portos, Aeroportos e Cidades em um único ministério de Infraestrutura.
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