CBF: eleições são oportunidade para entidade ampliar influência em Brasília
Representantes com cargos estratégicos na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disputam as eleições de 2026 e, em caso de vitória, independentemente de suas plataformas partidárias, deverão ajudar a entidade a ampliar o chamado Bloco de Brasília. Neste momento, ele é uma realidade, em função da influência de Francisco Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF)
Representantes com cargos estratégicos na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) disputam as eleições de 2026 e, em caso de vitória, independentemente de suas plataformas partidárias, deverão ajudar a entidade a ampliar o chamado Bloco de Brasília. Neste momento, ele é uma realidade, em função da influência de Francisco Mendes, filho do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na atual gestão do presidente Samir Xaud.
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Como vice-presidente da Federação Mato-Grossense de Futebol, Mendes tem assento e direito a voto na Assembleia da CBF. Também é membro do Conselho Disciplinar da Fifa.
Entre os vice-presidentes, dois deles também são candidatos à suplência do Senado, por Alagoas. Gustavo Dias Henrique (PSD), um dos vice-presidentes, é braço direito de Xaud, com um trabalho de articulação política na capital federal.
Nascido em Brasília, sempre atuou na cidade. Ingressou na CBF na gestão de Ednaldo Rodrigues (agosto de 2021 a maio de 2025), quando atuou como diretor de Relações Institucionais. Ele é o primeiro suplente ao Senado, cujo candidato é Renan Calheiros (MDB).
Dias Henrique trabalhou na Subsecretaria de Direitos Humanos e Cidadania em 2002, em execução de políticas públicas. Atuou também em programas de apoio à juventude entre 2005 e 2006, ingressando para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, entre 2007 e 2015. Atualmente é diretor-presidente da Biotic S/A, subsidiária da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap). Desde 2015, ele comandou várias diretorias na Terracap.
Outra figura relevante na atual gestão, Gustavo Feijó, também é candidato à segunda suplência, de Arthur Lira (PP). Atual diretor de seleções, Feijó é ex-prefeito de Boca da Mata (AL) e tem boa articulação política em seu Estado.
Também a mãe de Xaud, Ilma Xaud, com sua trajetória própria como educadora em Roraima, é candidata à segunda suplência no Senado, na chapa de Teresa Surita (MDB-RR), que concorre a uma das vagas para o Senado no Estado.
Agenda com a CBF
Outro político, vice-presidente da CBF, poderá ajudar na relação da entidade com Brasília. Mas por meio de seu Estado, o Amazonas. Trata-se do deputado estadual Ednailson Rozenha (PSD), um dos vice-presidentes da CBF, que busca a reeleição em seu Estado.
Rozenha tem boa relação política com Wilson Lima (União), que deixou o governo do Amazonas para disputar uma vaga no Senado. Os dois, com Lima como governador, estiveram juntos em agenda com a CBF, em fevereiro de 2025, para tentar levar jogos da Copa do Mundo Feminina de 2027 para Manaus, sem, no entanto, obterem êxito.
Leia também: "O juiz do Supremo Tribunal do Futebol", reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 331 da Revista Oeste
Também em Minas Gerais, o envolvimento com futebol tem um peso significativo. Marcelo Aro é candidato ao Senado por Minas Gerais pelo PP. Seu irmão, o advogado Adriano Aro, presidiu a Federação Mineira de Futebol entre 2018 e 2026. O pai de Adriano e Marcelo, José Guilherme Ferreira Filho, o Zé Guilherme (PP), é candidato à reeleição para deputado estadual.
A família tem ligação histórica com o futebol, muitas vezes marcada por controvérsias. José Guilherme Ferreira, pai de Zé Guilherme e avô de Adriano e Marcelo, foi presidente da FMF de 1966 a 1980. Depois de sete anos em um período de transição, a família, na ocasião, voltou a ocupar a presidência, na gestão de Elmer Guilherme Ferreira, tio de Adriano e Marcelo, que ficou entre 1987 e 2001. Elmer morreu em 2011.
Fernando Sarney, vice-presidente da CBF e integrante de uma das famílias mais tradicionais da política brasileira, também chegou a ser cotado para disputar as eleições de 2026 como suplente ao Senado.
Filho do ex-presidente José Sarney, ele chegou a comandar interinamente a CBF em 2025. No início de 2026, foi apontado como possível primeiro suplente da irmã, Roseana Sarney (MDB), candidata ao Senado pelo Maranhão. Na composição final da chapa, porém, Roseana optou por Valberlene Lopes e Carol Pereira para as duas suplências.
A presença de Sarney também amplia a dimensão política da CBF. Ele está na entidade desde 1998 e ocupa uma vice-presidência desde 2004, tendo atravessado diferentes administrações da confederação.
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