Gaspar defende segurança pública como política para mulheres
A chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) quer fazer da segurança pública uma das principais formas de diálogo com o eleitorado feminino. Candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL-AL), ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas e com mais de duas décadas no Ministério Público, disse que o enfrentamento à violência contra a mulher será combinado a medidas de independência financeira, moradia,
A chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende fazer da segurança pública uma das principais pontes para ampliar o diálogo com o eleitorado feminino nas eleições presidenciais. Candidato a vice e com uma trajetória de mais de duas décadas no Ministério Público e duas passagens pela Secretaria de Segurança Pública de Alagoas, Alfredo Gaspar (PL-AL) afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher será combinado a medidas voltadas à independência financeira, moradia, emprego e assistência às mães: “Segurança pública também é política para mulheres”.
A estratégia mira um dos desafios eleitorais da chapa: avançar entre as mulheres, segmento no qual a direita historicamente enfrenta maior resistência. Gaspar afirma que esse eleitorado será conquistado pela capacidade de apresentar respostas para problemas concretos.
“O voto feminino se conquista com propostas e resultados”, ressaltou Gaspar, em entrevista exclusiva a Oeste. “A mulher brasileira quer segurança para sair de casa, emprego, saúde, creche para os filhos e proteção quando sofre violência.”
A principal aposta da chapa para esse público está reunida no programa Brasil por Elas. Segundo o parlamentar, o projeto visa a “cuidar da mulher de forma completa, dando proteção, mas também autonomia e oportunidade”.
Entre as propostas estão o uso de inteligência artificial para facilitar denúncias e acesso aos serviços públicos, inclusão digital para mulheres vulneráveis, capacitação profissional, crédito, creches e mecanismos para facilitar a aquisição da casa própria em nome da mulher.
“Queremos proteger a mulher da violência, mas também dar as ferramentas para que ela tenha independência e seja protagonista da própria vida”, destacou.
Da denúncia à independência financeira
Uma das principais propostas apresentadas por Gaspar é a criação da Central da Mulher, que contará com a ClarIA, ferramenta de inteligência artificial destinada a facilitar denúncias, exames e o acesso aos serviços públicos.
“Vamos garantir inclusão digital, com acesso à internet e celular para mulheres em situação de vulnerabilidade, criar uma Central da Mulher com a ClarIA, uma inteligência artificial para facilitar denúncias, exames e acesso aos serviços públicos”, explicou.
A ideia é reduzir os obstáculos enfrentados por mulheres em situação de violência no momento em que procuram ajuda e, ao mesmo tempo, integrar diferentes formas de atendimento. Para Gaspar, no entanto, a proteção não pode terminar depois da denúncia ou da atuação policial.
O candidato a vice sustenta que a dependência econômica está entre os fatores que dificultam o rompimento de ciclos de violência. O programa prevê capacitação e acesso a crédito por meio da Escola Brasil por Elas, além de dois outros projetos: o Casa Segura, voltado a facilitar a aquisição da casa própria em nome da mulher, e o Creche Garantida.
“O Brasil por Elas precisa ser uma política transversal”, afirmou. “Desde a prevenção da violência até a independência financeira. A mulher precisa saber que, se precisar romper um ciclo de violência, o Estado estará ao lado dela.”
Segurança como política para mulheres
É nesse ponto que Gaspar relacionou a principal área de sua trajetória profissional à estratégia da chapa para o eleitorado feminino. O candidato a vice analisou que o enfrentamento à criminalidade deve ser tratado também como uma política voltada às mulheres.
“E segurança pública também é política para mulheres”, afirmou. “O Brasil continua convivendo com números inaceitáveis de violência e feminicídio.”
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A avaliação de Gaspar é que a proteção às mulheres precisa começar antes da ocorrência dos crimes, alcançar o momento da denúncia e continuar depois do afastamento do agressor. Nesse desenho, segurança pública, assistência, emprego, moradia e cuidado com os filhos deixam de funcionar como políticas isoladas.
A abordagem também permite à chapa associar a uma agenda destinada especificamente às mulheres: “O voto feminino se conquista com propostas e resultados”.
A entrevista completa com Alfredo Gaspar está na Edição 337 da Revista Oeste. Assine e tenha acesso à íntegra.
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