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Líder do PL chama investigação da PF de 'perseguição'

O deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, classificou como perseguição a investigação da Polícia Federal que apura suposto desvio de recursos públicos com locação de veículos. A operação cumpriu mandados contra advogados e pessoas ligadas a ele, mas ele não foi alvo. O parlamentar nega irregularidades e alega motivação política.

Por Brasil Estado há 4 horas 3 min de leitura

O deputado federal e líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), classificou como "perseguição" a investigação da Polícia Federal (PF) que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de contratos de locação de veículos custeados com verba parlamentar.

A operação, deflagrada na quarta-feira 1º, cumpriu mandados de busca e apreensão contra advogados e pessoas ligadas ao parlamentar. Sóstenes não foi alvo da ação, mas afirmou que as investigações têm motivação política.

Líder da oposição na Câmara nega irregularidades

Em coletiva de imprensa, o deputado negou qualquer participação em um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo ele, todos os contratos de aluguel de veículos firmados por seu gabinete seguiram as regras da Câmara dos Deputados. De acordo com Sóstenes as investigações contra seu gabinete tem motivação política.

"Quando se anuncia que eu seria o líder do PL, começa-se um processo de investigação", disse o deputado. "É uma clara perseguição por eu ser o líder do maior partido de oposição na Câmara."


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Sóstenes declarou que não teme o avanço das investigações da PF e afirmou confiar que a apuração demonstrará a legalidade de sua atuação. O deputado afirma que a investigação busca desgastar sua imagem e a do PL.

PF apura contratos de locação

A operação deflagrada nesta semana foi batizada de de Galho Fraco 2 e integra a terceira fase da Operação Rent a Car, iniciada em 2024. A PF suspeita que empresas de locação de veículos simularam contratos de prestação de serviços para receber recursos da cota parlamentar.

Segundo a PF, pessoas ligadas aos deputados movimentaram recursos desviados por meio desses contratos. A atual fase da operação teve como foco advogados e pessoas próximas aos investigados.

Até o momento, a Polícia Federal não apresentou denúncia nem houve decisão judicial sobre eventual responsabilidade criminal dos envolvidos. A investigação continua.

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